O uso de plantas medicinais vem desde a pré-história. Os homens, assim como os animais por seu instinto de preservação buscaram na natureza – sua fiel mantenedora – os recursos para sanar todas as suas necessidades. É provável que homens e animais iniciassem as “práticas de saúde”, alimentando-se de determinadas plantas.

Com isto podem ter observado determinados efeitos para minimizar suas enfermidades, acumulando conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração. Este instinto foi sendo perdido pelo homem moderno, porém, nos outros animais ainda podemos observar este fato. Por exemplo, os animais silvestres e domésticos quando doentes procuram ingerir plantas em busca de remediar o seu estado.

A soma destas informações ao longo do tempo propiciou o nascimento de uma cultura da arte de curar, que se tornou a base para o nascimento da medicina.
A biodiversidade de nossos vegetais constitui uma grande riqueza em potencial para a saúde humana. Apesar disso, somente 1% das espécies vegetais conhecidas da Terra foram estudadas e várias espécies estão desaparecendo do planeta num ritmo sem precedentes.

Podemos dizer que cada vegetal que apresenta propriedades medicinais é, por analogia, um frasco que contém diversos medicamentos juntos. As plantas produzem substâncias químicas e as sintetizam, para que se tornem capazes de causar reações no organismo humano e ajudar a manter a homeostasia, isto é, o equilíbrio necessário para a manutenção de um organismo saudável. É válido ressaltar que substâncias que em princípio podem ser consideradas como terapêuticas também podem causar efeitos indesejados ou tóxicos. A maior parte da população costuma achar que qualquer planta medicinal não causa o menor efeito prejudicial à saúde, dizendo que “é só um chazinho e caso não faça bem, também não fará mal”, isto não é verdadeiro, pois a cada ação teremos uma reação que vai depender do organismo e dos princípios ativos, ou componentes químicos existentes na planta, que conferem sua ação terapêutica peculiar.

Por isso, a grande importância de difundir o conhecimento do uso correto das plantas. Dos princípios ativos, do reconhecimento “como exemplar e ser, vivo”, sentir a textura das folhas, as flores, o seu perfume ou aroma, o nome vulgar, comum ou tradicional e sempre que possível o nome científico.
As plantas medicinais são um poderoso aliado no tratamento de inúmeras enfermidades.

Estamos iniciando aqui informativos sobre uso de plantas medicinais e terapias, não perca os próximos e aproveite a estação das flores para respirar fundo, tomar um novo fôlego e despertar para a beleza dos jardins.

Até breve!

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